Pub Date : 2023-06-30DOI: 10.29381/0103-8559/20233302203-5
Caio Cesar Cardoso, Dirceu Oscar Faelli Jr, Luana Coelho Nascimento, Marina Costa Atherinos Pierri
Introdução: A mediastinite descendente crônica é um processo infeccioso associado geralmente a histórico de procedimento cirúrgico e, em raros casos, a tratamento odontológico. Metodologia: Trata-se do caso clínico-cirúrgico de um homem de 53 anos que, possuindo histórico de revascularização miocárdica há 12 anos e após um tratamento de periodontite crônica há três anos, apresentou um abscesso mediastinal de cerca de 11,4x5,9x3,2 cm. O paciente evoluiu adequadamente após toracotomia por esternotomia longitudinal mediana, drenagem do abscesso e uso de antibioticoterapia (Vancomicina e Meropenen) por quatro semanas. Objetivo: Estabelecer provável correlação entre um caso de mediastinite des-cendente com apresentação crônica e com formação de abscesso supra-diafragmático, com aderências resultantes de revascularização miocárdica cirúrgica prévia. Discussão: As aderências pós procedimento cardíaco foram a principal causa da formação de abscesso no contexto de mediastinite descendente subaguda decorrente de processo infeccioso pe-riodontal e o diagnóstico e tratamento precoce com antibiótico e cirurgia se mostrou eficaz.
{"title":"APRESENTAÇÃO INCOMUM DE INFECÇÃO MEDIASTINAL: MEDIASTINITE DESCENDENTE CRÔNICA COM FORMAÇÃO DE ABSCESSO EM PACIENTE SUBMETIDO PREVIAMENTE À REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA – RELATO DE CASO","authors":"Caio Cesar Cardoso, Dirceu Oscar Faelli Jr, Luana Coelho Nascimento, Marina Costa Atherinos Pierri","doi":"10.29381/0103-8559/20233302203-5","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302203-5","url":null,"abstract":"Introdução: A mediastinite descendente crônica é um processo infeccioso associado geralmente a histórico de procedimento cirúrgico e, em raros casos, a tratamento odontológico. Metodologia: Trata-se do caso clínico-cirúrgico de um homem de 53 anos que, possuindo histórico de revascularização miocárdica há 12 anos e após um tratamento de periodontite crônica há três anos, apresentou um abscesso mediastinal de cerca de 11,4x5,9x3,2 cm. O paciente evoluiu adequadamente após toracotomia por esternotomia longitudinal mediana, drenagem do abscesso e uso de antibioticoterapia (Vancomicina e Meropenen) por quatro semanas. Objetivo: Estabelecer provável correlação entre um caso de mediastinite des-cendente com apresentação crônica e com formação de abscesso supra-diafragmático, com aderências resultantes de revascularização miocárdica cirúrgica prévia. Discussão: As aderências pós procedimento cardíaco foram a principal causa da formação de abscesso no contexto de mediastinite descendente subaguda decorrente de processo infeccioso pe-riodontal e o diagnóstico e tratamento precoce com antibiótico e cirurgia se mostrou eficaz.","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128984230","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-30DOI: 10.29381/0103-8559/20233302237-45
Karen Santana Ferreira Dias, Karine Alves de Souza, Renata Alves da Silva
Introdução: Evidências sugerem que os níveis séricos de vitamina D podem ter influência na redução do desenvolvimento da fibrilação atrial de início recente, inclusive em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica. Objetivos: Investigar se a deficiência de vitamina D é um preditor para o desenvolvimento de fibrilação atrial; avaliar a relação dos níveis séricos da vitamina D com a fibrilação atrial de início recente na população geral e em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica e analisar se a correção da deficiência ou insuficiência da vitamina D pode auxiliar na redução do desenvolvimento da fibrilação atrial. Métodos: Revisão da literatura realizada por meio do levantamento de 10 artigos publicados no período de 2018 a 2022. Resultados: Alguns estudos demonstram um direcionamento para que níveis séricos adequados de vitamina D diminuam a incidência de fibrilação atrial, princi-palmente na população submetida à revascularização miocárdica. Quanto à suplementação, alguns autores demonstraram que a ocorrência de fibrilação atrial foi menor em pacientes que a receberam. Além disso, um estudo mostrou que a suplementação da vitamina D3 reduziu a apoptose celular pós-procedimento de revascularização miocárdica e a disfunção endotelial causada pelo estresse oxidativo. Porém, outros estudos mostraram resultados controversos aos temas supracitados. Conclusão: Ainda não existe embasamento científico claro sobre a relação da vitamina D com fibrilação atrial na população geral e na população submetida à revascularização miocárdica. Diante disso, são necessários mais estudos para esclarecer a relação da vitamina D na fibrilação atrial e os seus mecanismos de ação nessa arritmia.
{"title":"INCIDÊNCIA DE FIBRILAÇÃO ATRIAL NA POPULAÇÃO GERAL E EM PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIADE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA E NÍVEIS SÉRICOS DE VITAMINA D","authors":"Karen Santana Ferreira Dias, Karine Alves de Souza, Renata Alves da Silva","doi":"10.29381/0103-8559/20233302237-45","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302237-45","url":null,"abstract":"Introdução: Evidências sugerem que os níveis séricos de vitamina D podem ter influência na redução do desenvolvimento da fibrilação atrial de início recente, inclusive em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica. Objetivos: Investigar se a deficiência de vitamina D é um preditor para o desenvolvimento de fibrilação atrial; avaliar a relação dos níveis séricos da vitamina D com a fibrilação atrial de início recente na população geral e em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica e analisar se a correção da deficiência ou insuficiência da vitamina D pode auxiliar na redução do desenvolvimento da fibrilação atrial. Métodos: Revisão da literatura realizada por meio do levantamento de 10 artigos publicados no período de 2018 a 2022. Resultados: Alguns estudos demonstram um direcionamento para que níveis séricos adequados de vitamina D diminuam a incidência de fibrilação atrial, princi-palmente na população submetida à revascularização miocárdica. Quanto à suplementação, alguns autores demonstraram que a ocorrência de fibrilação atrial foi menor em pacientes que a receberam. Além disso, um estudo mostrou que a suplementação da vitamina D3 reduziu a apoptose celular pós-procedimento de revascularização miocárdica e a disfunção endotelial causada pelo estresse oxidativo. Porém, outros estudos mostraram resultados controversos aos temas supracitados. Conclusão: Ainda não existe embasamento científico claro sobre a relação da vitamina D com fibrilação atrial na população geral e na população submetida à revascularização miocárdica. Diante disso, são necessários mais estudos para esclarecer a relação da vitamina D na fibrilação atrial e os seus mecanismos de ação nessa arritmia.","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"14 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127890223","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-30DOI: 10.29381/0103-8559/20233302178-83
Fátima Dumas Cintra
A síncope é um sintoma comum na prática clínica, correspondendo a aproximadamente 1 a 3% das admissões em sala de emergência e 6% das admissões hospitalares são secun-dárias a síncope. Prevalência estimada de 19% com discreta predileção pelo sexo feminino. Apesar de um curso benigno na maioria das vezes, a síncope exige atenção em grupos selecionados de pacientes. A taxa de mortalidade é variável e está diretamente relacionada à causa subjacente, sendo observados os piores desfechos em pacientes com mais de 60 anos e síncope secundária à doença cardíaca. Dessa forma, diante de um paciente com síncope, é fundamental a estratificação do risco com o objetivo de se afastar gravidade. Além disso, a síncope é associada a alta morbidade, uso excessivo de serviços de saúde e alto custo. Pode impactar negativamente múltiplos domínios da qualidade de vida, incluindo saúde física, mental e funcionalidade, o que potencialmente pode tornar a qualidade de vida de portadores de síncope recorrente tão comprometida quanto pacientes com doenças crônicas. A investigação diagnóstica visa estratificar o risco e definir o provável mecanismo subjacente. A história clínica detalhada, exame físico e eletrocardiograma de 12 derivações são mandatórios para todos os pacientes que se apresentam quadro de síncope com o objetivo de afastar causas cardíacas. Após essa avaliação inicial, o racional de investigação deve seguir a hipótese diagnóstica principal e as diretrizes preconizadas para cada suspeita clínica. O objetivo principal do tratamento é a diminuição da recorrência e a prevenção de eventos cardiovasculares nos pacientes onde foi documentada alguma causa potencialmente grave
{"title":"SÍNCOPE: O QUE O CLÍNICO PRECISA SABER EM 2023","authors":"Fátima Dumas Cintra","doi":"10.29381/0103-8559/20233302178-83","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302178-83","url":null,"abstract":"A síncope é um sintoma comum na prática clínica, correspondendo a aproximadamente 1 a 3% das admissões em sala de emergência e 6% das admissões hospitalares são secun-dárias a síncope. Prevalência estimada de 19% com discreta predileção pelo sexo feminino. Apesar de um curso benigno na maioria das vezes, a síncope exige atenção em grupos selecionados de pacientes. A taxa de mortalidade é variável e está diretamente relacionada à causa subjacente, sendo observados os piores desfechos em pacientes com mais de 60 anos e síncope secundária à doença cardíaca. Dessa forma, diante de um paciente com síncope, é fundamental a estratificação do risco com o objetivo de se afastar gravidade. Além disso, a síncope é associada a alta morbidade, uso excessivo de serviços de saúde e alto custo. Pode impactar negativamente múltiplos domínios da qualidade de vida, incluindo saúde física, mental e funcionalidade, o que potencialmente pode tornar a qualidade de vida de portadores de síncope recorrente tão comprometida quanto pacientes com doenças crônicas. A investigação diagnóstica visa estratificar o risco e definir o provável mecanismo subjacente. A história clínica detalhada, exame físico e eletrocardiograma de 12 derivações são mandatórios para todos os pacientes que se apresentam quadro de síncope com o objetivo de afastar causas cardíacas. Após essa avaliação inicial, o racional de investigação deve seguir a hipótese diagnóstica principal e as diretrizes preconizadas para cada suspeita clínica. O objetivo principal do tratamento é a diminuição da recorrência e a prevenção de eventos cardiovasculares nos pacientes onde foi documentada alguma causa potencialmente grave","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"33 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125864252","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-30DOI: 10.29381/0103-8559/20233302214-8
Leandro Silva Alves, M. Scanavacca
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia mais comum na população, além de responsável por 33% das internações por todas as arritmias, com maior incidência em idosos. Estudos que demonstram os efeitos crônicos do treinamento físico (TF) têm crescido nos últimos anos, indicando o importante papel do exercício físico no tratamento complementar dessa arritmia. O TF tem se mostrado eficaz em relação a ganhos em capacidade funcional, aspectos da estrutura e função cardíaca, força muscular, resposta autonômica e qualidade de vida de pessoas que vivem com FA. Evidências recentes também têm demonstrado benefícios do TF quando a FA está associada a insuficiência cardíaca (IC). Embora estejam claros os benefícios do TF nessa população, por outro lado, o excesso de tempo acumulado em esportes de resistência de alta intensidade possui efeito nocivo e tem sido associado a maiores chances de se desenvolver FA. É imprescindível que seja realizada com um cardiologista uma avaliação pré-participação em programas de exercícios físicos para que seja estabelecida a otimização clínica e medicamentosa, proporcionando segurança para a prescrição e supervisão do TF. Sendo assim, o objetivo deste suplemento é abordar evidências científicas dos benefícios do TF na fibrilação atrial.
{"title":"REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR E FIBRILAÇÃO ATRIAL: QUAL O PAPEL DO EXERCÍCIO FÍSICODIANTE DESSA ARRITMIA?","authors":"Leandro Silva Alves, M. Scanavacca","doi":"10.29381/0103-8559/20233302214-8","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302214-8","url":null,"abstract":"A fibrilação atrial (FA) é a arritmia mais comum na população, além de responsável por 33% das internações por todas as arritmias, com maior incidência em idosos. Estudos que demonstram os efeitos crônicos do treinamento físico (TF) têm crescido nos últimos anos, indicando o importante papel do exercício físico no tratamento complementar dessa arritmia. O TF tem se mostrado eficaz em relação a ganhos em capacidade funcional, aspectos da estrutura e função cardíaca, força muscular, resposta autonômica e qualidade de vida de pessoas que vivem com FA. Evidências recentes também têm demonstrado benefícios do TF quando a FA está associada a insuficiência cardíaca (IC). Embora estejam claros os benefícios do TF nessa população, por outro lado, o excesso de tempo acumulado em esportes de resistência de alta intensidade possui efeito nocivo e tem sido associado a maiores chances de se desenvolver FA. É imprescindível que seja realizada com um cardiologista uma avaliação pré-participação em programas de exercícios físicos para que seja estabelecida a otimização clínica e medicamentosa, proporcionando segurança para a prescrição e supervisão do TF. Sendo assim, o objetivo deste suplemento é abordar evidências científicas dos benefícios do TF na fibrilação atrial.","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"60 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126792321","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A reabilitação cardíaca exerce um papel valioso no cuidado de pacientes cardiopatas, inclusive para os portadores de cardiodesfibrilador implantável (CDI). No entanto, apesar dos benefícios, o CDI pode cursar com choques inapropriados, principalmente quando a frequência cardíaca se eleva, o que leva o paciente a sentir medo do esforço físico, e se autolimitar. Com o objetivo de garantir a eficácia e segurança do treinamento físico para que o paciente possa beneficiar-se sem gerar danos, como arritmias induzidas pelo esforço ou choque inapropriados, a avaliação prévia, a prescrição de exercícios de forma otimizada e individualizada, e a realização do exercício físico de forma supervisionada e monitorada é de suma importância. Sendo assim, este artigo teve como objetivo descrever a reabilitação cardíaca baseada em exercícios levando em consideração as evidências cientificas pré-existentes e a experiência dos profissionais em um centro especializado.
{"title":"REABILITAÇÃO CARDÍACA BASEADA EM EXERCÍCIO NO PACIENTE COM CDI: EXPERIÊNCIADE UM CENTRO ESPECIALIZADO","authors":"Marília Souza Leão, Matheus Henrique Martins Egidio, Renata Pimentel Leite, Carolina Christianini Mizzaci, Flávia Bernardes Morais","doi":"10.29381/0103-8559/20233302232-6","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302232-6","url":null,"abstract":"A reabilitação cardíaca exerce um papel valioso no cuidado de pacientes cardiopatas, inclusive para os portadores de cardiodesfibrilador implantável (CDI). No entanto, apesar dos benefícios, o CDI pode cursar com choques inapropriados, principalmente quando a frequência cardíaca se eleva, o que leva o paciente a sentir medo do esforço físico, e se autolimitar. Com o objetivo de garantir a eficácia e segurança do treinamento físico para que o paciente possa beneficiar-se sem gerar danos, como arritmias induzidas pelo esforço ou choque inapropriados, a avaliação prévia, a prescrição de exercícios de forma otimizada e individualizada, e a realização do exercício físico de forma supervisionada e monitorada é de suma importância. Sendo assim, este artigo teve como objetivo descrever a reabilitação cardíaca baseada em exercícios levando em consideração as evidências cientificas pré-existentes e a experiência dos profissionais em um centro especializado.","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"30 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127966368","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-30DOI: 10.29381/0103-8559/20233302162-8
E. Arfelli, Maria Lícia Ribeiro Cury Pavão, João Paulo Chaves de Melo
O flutter atrial é uma taquicardia macrorreentrante relativamente comum que pode estar associada a substancial sintomatologia e comorbidades. O tratamento baseia-se na reversão aguda e na prevenção de recorrências a longo prazo. Neste artigo, revisa-mos as peculiaridades da cardioversão, as limitações do tratamento farmacológico e as indicações e desafios da ablação por cateter.
{"title":"FLUTTER ATRIAL: CUIDADOS NA CARDIOVERSÃO E INDICAÇÕES PARA O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO E ABLATIVO","authors":"E. Arfelli, Maria Lícia Ribeiro Cury Pavão, João Paulo Chaves de Melo","doi":"10.29381/0103-8559/20233302162-8","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302162-8","url":null,"abstract":"O flutter atrial é uma taquicardia macrorreentrante relativamente comum que pode estar associada a substancial sintomatologia e comorbidades. O tratamento baseia-se na reversão aguda e na prevenção de recorrências a longo prazo. Neste artigo, revisa-mos as peculiaridades da cardioversão, as limitações do tratamento farmacológico e as indicações e desafios da ablação por cateter.","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"14 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115901185","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-30DOI: 10.29381/0103-8559/20233302228-31
N. Pereira, Leiliane Marcatto
A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca sustentada mais frequente. O uso de anticoagu-lantes orais diretos e antagonistas da vitamina K é indicado para reduzir o risco de eventos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial. A varfarina é um medicamento que apresenta estreita faixa terapêutica, alta variação dose-resposta e interações alimentares e medicamentosas que aumentam o risco de reações adversas decorrentes de seu uso. Os anticoagulantes orais diretos foram introduzidos mais recentemente na prática clínica e, em comparação com a varfarina, não apresentam estreita faixa terapêutica, e possuem menos interações com outros fármacos e com alimentos. Contudo, seu uso não está isento de risco de eventos adversos. Estudos na literatura sugerem que o serviço farmacêutico contribui para o manejo da terapia com anticoagulantes orais, melhorando a qualidade da terapia no Brasil e no mundo, tendo um papel fundamental no plano terapêutico. Desta forma, a presença do farmacêutico no acompanhamento farmacoterapêutico é capaz de contribuir e impactar a qualidade da terapia anticoagulante do paciente. Porém, é necessária a capacitação adequada do profissional farmacêutico para a realização do acompanhamento seguro.
{"title":"CONTRIBUIÇÃO DO FARMACÊUTICO NO ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES COM FIBRILAÇÃO ATRIAL EM USO DE ANTICOAGULANTES","authors":"N. Pereira, Leiliane Marcatto","doi":"10.29381/0103-8559/20233302228-31","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302228-31","url":null,"abstract":"A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca sustentada mais frequente. O uso de anticoagu-lantes orais diretos e antagonistas da vitamina K é indicado para reduzir o risco de eventos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial. A varfarina é um medicamento que apresenta estreita faixa terapêutica, alta variação dose-resposta e interações alimentares e medicamentosas que aumentam o risco de reações adversas decorrentes de seu uso. Os anticoagulantes orais diretos foram introduzidos mais recentemente na prática clínica e, em comparação com a varfarina, não apresentam estreita faixa terapêutica, e possuem menos interações com outros fármacos e com alimentos. Contudo, seu uso não está isento de risco de eventos adversos. Estudos na literatura sugerem que o serviço farmacêutico contribui para o manejo da terapia com anticoagulantes orais, melhorando a qualidade da terapia no Brasil e no mundo, tendo um papel fundamental no plano terapêutico. Desta forma, a presença do farmacêutico no acompanhamento farmacoterapêutico é capaz de contribuir e impactar a qualidade da terapia anticoagulante do paciente. Porém, é necessária a capacitação adequada do profissional farmacêutico para a realização do acompanhamento seguro.","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"12 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126122204","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-30DOI: 10.29381/0103-8559/20233302282-8
Carla Janice Baister Lantieri, Precil Diego Miranda de Menezes Neves, Isabela de Andrade Cassandre, Luíza Pacheco Avezum, Laura Pacheco Avezum, Gustavo Bernardes Figueiredo de Oliveira, Á. Avezum
As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade ao redor do mundo, sendo também responsáveis por relevante carga de morbidade. Nas últimas décadas, evidências mostram diferenças entre homens e mulheres no que tange a fatores de risco clássicos para doença cardiovascular, sintomas à apresentação de eventos, exames complementares de estratificação de risco, além de tratamento e prognóstico. Além disso, a crescente identificação de fatores de risco cardiovascular inerentes ao gênero feminino (como síndrome dos ovários policísticos, eventos adversos gestacionais, menarca e me-nopausa precoces, terapia de reposição hormonal) e a falta de ferramentas de predição de risco cardiovascular que contemplem tal risco são desafios para o manejo dessas afecções tão frequentes. A abordagem e medidas de prevenção primária e secundária das doenças cardiovasculares na mulher requerem abordagens efetivas nas diversas esferas inerentes e não inerentes ao gênero. Neste artigo, abordamos as medidas para prevenção primária e secundária de doenças cardiovasculares em mulheres
{"title":"ESTRATÉGIAS NA PREVENÇÃO CARDIOVASCULAR","authors":"Carla Janice Baister Lantieri, Precil Diego Miranda de Menezes Neves, Isabela de Andrade Cassandre, Luíza Pacheco Avezum, Laura Pacheco Avezum, Gustavo Bernardes Figueiredo de Oliveira, Á. Avezum","doi":"10.29381/0103-8559/20233302282-8","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302282-8","url":null,"abstract":"As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade ao redor do mundo, sendo também responsáveis por relevante carga de morbidade. Nas últimas décadas, evidências mostram diferenças entre homens e mulheres no que tange a fatores de risco clássicos para doença cardiovascular, sintomas à apresentação de eventos, exames complementares de estratificação de risco, além de tratamento e prognóstico. Além disso, a crescente identificação de fatores de risco cardiovascular inerentes ao gênero feminino (como síndrome dos ovários policísticos, eventos adversos gestacionais, menarca e me-nopausa precoces, terapia de reposição hormonal) e a falta de ferramentas de predição de risco cardiovascular que contemplem tal risco são desafios para o manejo dessas afecções tão frequentes. A abordagem e medidas de prevenção primária e secundária das doenças cardiovasculares na mulher requerem abordagens efetivas nas diversas esferas inerentes e não inerentes ao gênero. Neste artigo, abordamos as medidas para prevenção primária e secundária de doenças cardiovasculares em mulheres","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122154656","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-06-30DOI: 10.29381/0103-8559/20233302264-70
Maria Cristina de Oliveira Izar, F. A. Helfenstein Fonseca
A doença cardiovascular permanece como a primeira causa de morte em homens e mulheres. Dados do Global Burden of Disease 2019 destacam como principais fatores de risco para a mulher brasileira a elevação da pressão arterial sistólica, índice de massa corpórea elevado, riscos alimentares, LDL-colesterol elevado, tabagismo e glicemia de jejum elevada. Com relação ao risco de doença aterosclerótica cardiovascular, as mulheres compartilham alguns fatores de risco tradicionais com o sexo masculino, enquanto outros fatores de risco são sub-reconhecidos entre as mulheres e há ainda fatores de risco específicos do sexo/gênero feminino. Esses fatores ativam mecanismos pró-inflamatórios, causam disfunção endotelial, levando à aterosclerose sub-clínica, disfunção autonômica, e do sistema imune, que culminam no desenvolvimento da doença cardiovascular (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, morte súbita cardíaca, fibrilação atrial e demência). O reconhecimento de fatores de risco tradicionais e seu dife-rente impacto nas mulheres, bem como de fatores emergentes e não tradicionais únicos ou mais frequentes nas mulheres, contribui para o novo entendimento dos mecanismos que levam aos piores desfechos nas mulheres. Nesse artigo, destacamos a contribuição de cada um desses fatores de risco e as principais recomendações para seu controle.
{"title":"FATORES DE RISCO NA MULHER: TRADICIONAIS E ESPECÍFICOS","authors":"Maria Cristina de Oliveira Izar, F. A. Helfenstein Fonseca","doi":"10.29381/0103-8559/20233302264-70","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302264-70","url":null,"abstract":"A doença cardiovascular permanece como a primeira causa de morte em homens e mulheres. Dados do Global Burden of Disease 2019 destacam como principais fatores de risco para a mulher brasileira a elevação da pressão arterial sistólica, índice de massa corpórea elevado, riscos alimentares, LDL-colesterol elevado, tabagismo e glicemia de jejum elevada. Com relação ao risco de doença aterosclerótica cardiovascular, as mulheres compartilham alguns fatores de risco tradicionais com o sexo masculino, enquanto outros fatores de risco são sub-reconhecidos entre as mulheres e há ainda fatores de risco específicos do sexo/gênero feminino. Esses fatores ativam mecanismos pró-inflamatórios, causam disfunção endotelial, levando à aterosclerose sub-clínica, disfunção autonômica, e do sistema imune, que culminam no desenvolvimento da doença cardiovascular (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, morte súbita cardíaca, fibrilação atrial e demência). O reconhecimento de fatores de risco tradicionais e seu dife-rente impacto nas mulheres, bem como de fatores emergentes e não tradicionais únicos ou mais frequentes nas mulheres, contribui para o novo entendimento dos mecanismos que levam aos piores desfechos nas mulheres. Nesse artigo, destacamos a contribuição de cada um desses fatores de risco e as principais recomendações para seu controle.","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"7 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129834306","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
As bradiarritmias podem decorrer de disfunção do nó sinusal (DNS) ou bloqueio da condução atrioventricular (BAV). Estas alterações, quando sintomáticas e irreversíveis, são tratadas por meio de implante de marca-passo (MP) definitivo. Geralmente, quando não há sintomas relacionados à bradicardia, o distúrbio indica provável efeito autonômico, funcional (predomínio parassimpático), e não requer tratamento específico. Entretanto, em alguns ce-nários, mesmo sem sintomas, a presença de BAV pode ter impacto prognóstico e, por isso, necessita de implante de MP. A avaliação de indivíduos assintomáticos que apresentam BAV deve incluir anamnese detalhada, exame físico, eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações e exames adicionais conforme a apresentação clínica e a probabilidade de doença relacio-nada (ex.: laboratório, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, cintilografia, tomografia por emissão de pósitrons (PET), ressonância magnética, estudo genético). A classificação anatômica é fundamental para a estratificação de risco dos BAV: nodal atrioventricular (AV), intra ou infra-His. Os bloqueios nodais costumam ocorrer por efeito autonômico, enquanto os bloqueios infranodais costumam ocorrer devido a lesão do sistema His-Purkinje. Desta forma, mais frequentemente, os bloqueios intra e infra-His se associam a sintomas, a com-plexos QRS alargados, menor frequência cardíaca, maior probabilidade de evolução para bloqueios mais graves e pior prognóstico. Além da classificação ao ECG, os BAV podem ser classificados em adquiridos ou congênitos, reversíveis ou irreversíveis. Bloqueios con-gênitos sem cardiopatia estrutural e bloqueios reversíveis apresentam melhor prognóstico e não requerem implante de MP na maioria dos casos. Já os bloqueios de 1º grau, 2º grau tipo I e 2:1 com QRS estreito geralmente não têm indicação de MP.
{"title":"BLOQUEIOS ATRIOVENTRICULARES ASSINTOMÁTICOS: COMO AVALIAR, E QUANDO E COMO TRATAR","authors":"Ricardo Alkmim Teixeira, Eduardo Infante Januzzide Carvalho","doi":"10.29381/0103-8559/20233302192-9","DOIUrl":"https://doi.org/10.29381/0103-8559/20233302192-9","url":null,"abstract":"As bradiarritmias podem decorrer de disfunção do nó sinusal (DNS) ou bloqueio da condução atrioventricular (BAV). Estas alterações, quando sintomáticas e irreversíveis, são tratadas por meio de implante de marca-passo (MP) definitivo. Geralmente, quando não há sintomas relacionados à bradicardia, o distúrbio indica provável efeito autonômico, funcional (predomínio parassimpático), e não requer tratamento específico. Entretanto, em alguns ce-nários, mesmo sem sintomas, a presença de BAV pode ter impacto prognóstico e, por isso, necessita de implante de MP. A avaliação de indivíduos assintomáticos que apresentam BAV deve incluir anamnese detalhada, exame físico, eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações e exames adicionais conforme a apresentação clínica e a probabilidade de doença relacio-nada (ex.: laboratório, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, cintilografia, tomografia por emissão de pósitrons (PET), ressonância magnética, estudo genético). A classificação anatômica é fundamental para a estratificação de risco dos BAV: nodal atrioventricular (AV), intra ou infra-His. Os bloqueios nodais costumam ocorrer por efeito autonômico, enquanto os bloqueios infranodais costumam ocorrer devido a lesão do sistema His-Purkinje. Desta forma, mais frequentemente, os bloqueios intra e infra-His se associam a sintomas, a com-plexos QRS alargados, menor frequência cardíaca, maior probabilidade de evolução para bloqueios mais graves e pior prognóstico. Além da classificação ao ECG, os BAV podem ser classificados em adquiridos ou congênitos, reversíveis ou irreversíveis. Bloqueios con-gênitos sem cardiopatia estrutural e bloqueios reversíveis apresentam melhor prognóstico e não requerem implante de MP na maioria dos casos. Já os bloqueios de 1º grau, 2º grau tipo I e 2:1 com QRS estreito geralmente não têm indicação de MP.","PeriodicalId":190881,"journal":{"name":"Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129913866","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}