Pub Date : 2021-07-05DOI: 10.1590/2317-6431-2020-2436
S. R. Pereira, Taynara Fernandes, Heloisa de Miranda Cantuaria Alves, M. Mondelli
RESUMO Objetivo traduzir e adaptar culturalmente o questionário Expected Consequences of Hearing aid Ownership para aplicação na população brasileira. Métodos o Expected Consequences of Hearing aid Ownership é constituído por 15 questões e investiga a expectativa de adultos com perda auditiva quanto ao uso de aparelho de amplificação sonora individual. A tradução foi realizada por três professores tradutores-intérpretes de inglês, que não tiveram contato prévio com o instrumento. Um grupo revisor constituído por um profissional da Fonoaudiologia, um da Psicologia e do Serviço Social, reuniu a melhor tradução encontrada para cada questão em um único questionário em português. Para melhorar a qualidade da tradução, outros três tradutores realizaram nova versão para o inglês e o grupo revisor analisou, comparando-as com o original. Para pré-testagem, o questionário foi aplicado por dois avaliadores em 30 pacientes com diagnóstico de deficiência auditiva. Resultados foi realizada a tradução para o português: “Questionário de Expectativa com Uso de Auxiliares Auditivos”. Durante o processo de tradução, houve pequenas diferenças entre as versões, sendo, em sua maioria, referentes à tradução literal. Para a adaptação, as três traduções foram analisadas e, por consenso, foram escolhidas as melhores expressões e palavras em todas as questões, adaptando o texto ao conhecimento e compreensão da população brasileira. Conclusão o questionário Expected Consequences of Hearing aid Ownership encontra-se traduzido e adaptado para a cultura brasileira e pode ser utilizado como importante ferramenta para fonoaudiólogos no conhecimento das expectativas do paciente e melhor delineamento do processo de reabilitação.
{"title":"Adaptação cultural do questionário Expected Consequences of Hearing aid Ownership para o português brasileiro","authors":"S. R. Pereira, Taynara Fernandes, Heloisa de Miranda Cantuaria Alves, M. Mondelli","doi":"10.1590/2317-6431-2020-2436","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2020-2436","url":null,"abstract":"RESUMO Objetivo traduzir e adaptar culturalmente o questionário Expected Consequences of Hearing aid Ownership para aplicação na população brasileira. Métodos o Expected Consequences of Hearing aid Ownership é constituído por 15 questões e investiga a expectativa de adultos com perda auditiva quanto ao uso de aparelho de amplificação sonora individual. A tradução foi realizada por três professores tradutores-intérpretes de inglês, que não tiveram contato prévio com o instrumento. Um grupo revisor constituído por um profissional da Fonoaudiologia, um da Psicologia e do Serviço Social, reuniu a melhor tradução encontrada para cada questão em um único questionário em português. Para melhorar a qualidade da tradução, outros três tradutores realizaram nova versão para o inglês e o grupo revisor analisou, comparando-as com o original. Para pré-testagem, o questionário foi aplicado por dois avaliadores em 30 pacientes com diagnóstico de deficiência auditiva. Resultados foi realizada a tradução para o português: “Questionário de Expectativa com Uso de Auxiliares Auditivos”. Durante o processo de tradução, houve pequenas diferenças entre as versões, sendo, em sua maioria, referentes à tradução literal. Para a adaptação, as três traduções foram analisadas e, por consenso, foram escolhidas as melhores expressões e palavras em todas as questões, adaptando o texto ao conhecimento e compreensão da população brasileira. Conclusão o questionário Expected Consequences of Hearing aid Ownership encontra-se traduzido e adaptado para a cultura brasileira e pode ser utilizado como importante ferramenta para fonoaudiólogos no conhecimento das expectativas do paciente e melhor delineamento do processo de reabilitação.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"73 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-05","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127244503","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-05-17DOI: 10.1590/2317-6431-2020-2370
H. R. Fernandes, Fernanda Chiarion Sassi, C. D. Andrade, Debora Maria Befi Lopes
RESUMO Objetivo Identificar os marcadores clinicos associados as alteracoes da degluticao em criancas apos a correcao da doenca cardiaca congenita e correlacionar esses marcadores as categorias da escala Risk Adjustment for Congenital Heart Surgery 1 (RACHS-1). Metodos Foi realizado um estudo retrospectivo observacional, utilizando a base de dados eletronica do centro de pediatria para criancas admitidas em um hospital, em decorrencia de doenca cardiaca congenita. Foram coletados dados da avaliacao de degluticao e a presenca de disfagia foi classificada de acordo com a Dysphagia Management Staging Scale (DMMS). Foram incluidos os dados demograficos, os marcadores clinicos e o risco de mortalidade, de acordo com a RACHS-1. Resultados A amostra final do estudo foi composta por 108 pacientes. Os achados mais relevantes foram: os sinais mais graves de disfagia estiveram associados ao aumento da permanencia no hospital (p=0,005); ao maior numero e tempo de intubacoes orotraqueais (p=0,022 e 0,005, respectivamente); ao maior tempo entre a admissao hospitalar e a avaliacao da degluticao (p=0,003); ao maior tempo entre o procedimento cirurgico e a avaliacao da degluticao (p=0,043) e ao maior numero de sessoes fonoaudiologicas para remocao da via alternativa de alimentacao e retorno seguro para via oral (p<0,001). Nao foram encontradas correlacoes entre o risco de mortalidade das criancas e os sinais alterados na avaliacao da degluticao. Conclusao Os resultados do estudo contribuem para o conhecimento atual de que criancas com doencas cardiacas que precisam de correcao cirurgica apresentam dificuldades alimentares e necessitam atendimento hospitalar prolongado. Nao houve correlacao entre as categorias da escala RACHS-1 e os sinais de alteracao na avaliacao clinica da degluticao.
{"title":"Avaliação da deglutição e indicadores clínicos associados em crianças após correção cirúrgica de doença cardíaca congênita","authors":"H. R. Fernandes, Fernanda Chiarion Sassi, C. D. Andrade, Debora Maria Befi Lopes","doi":"10.1590/2317-6431-2020-2370","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2020-2370","url":null,"abstract":"RESUMO Objetivo Identificar os marcadores clinicos associados as alteracoes da degluticao em criancas apos a correcao da doenca cardiaca congenita e correlacionar esses marcadores as categorias da escala Risk Adjustment for Congenital Heart Surgery 1 (RACHS-1). Metodos Foi realizado um estudo retrospectivo observacional, utilizando a base de dados eletronica do centro de pediatria para criancas admitidas em um hospital, em decorrencia de doenca cardiaca congenita. Foram coletados dados da avaliacao de degluticao e a presenca de disfagia foi classificada de acordo com a Dysphagia Management Staging Scale (DMMS). Foram incluidos os dados demograficos, os marcadores clinicos e o risco de mortalidade, de acordo com a RACHS-1. Resultados A amostra final do estudo foi composta por 108 pacientes. Os achados mais relevantes foram: os sinais mais graves de disfagia estiveram associados ao aumento da permanencia no hospital (p=0,005); ao maior numero e tempo de intubacoes orotraqueais (p=0,022 e 0,005, respectivamente); ao maior tempo entre a admissao hospitalar e a avaliacao da degluticao (p=0,003); ao maior tempo entre o procedimento cirurgico e a avaliacao da degluticao (p=0,043) e ao maior numero de sessoes fonoaudiologicas para remocao da via alternativa de alimentacao e retorno seguro para via oral (p<0,001). Nao foram encontradas correlacoes entre o risco de mortalidade das criancas e os sinais alterados na avaliacao da degluticao. Conclusao Os resultados do estudo contribuem para o conhecimento atual de que criancas com doencas cardiacas que precisam de correcao cirurgica apresentam dificuldades alimentares e necessitam atendimento hospitalar prolongado. Nao houve correlacao entre as categorias da escala RACHS-1 e os sinais de alteracao na avaliacao clinica da degluticao.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"917 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-05-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126984348","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-05-17DOI: 10.1590/2317-6431-2020-2419
Melissa Picinato-Pirola, Marilia Gabriela Gonçalves Ribeiro, R. Magalhães, Thiago Pestillo Seles, Camila de Castro Corrêa
RESUMO Objetivo elaborar um website de cunho educacional sobre fissura labiopalatina para profissionais e estudantes da area da saude. Metodos trata-se de um estudo qualitativo, exploratorio, estruturado a partir da proposta de design instrucional, composta por quatro fases: analise e planejamento (busca nas bases cientificas), modelagem (estruturacao com o conteudo, ilustracoes e questionario), avaliacao (por especialistas que atuam na area) e implementacao (disponibilizacao do website). Resultados na fase de analise e planejamento foram encontrados 408 artigos para estruturar os topicos do website. Na modelagem, o conteudo foi dividido em 7 secoes, criadas 16 imagens estaticas e um questionario avaliativo. Na fase de avaliacao, participaram 10 fonoaudiologas especialistas que sugeriram a manutencao de 7 secoes no website. Todas as avaliacoes com sugestoes de modificacoes que tiveram indice de concordância abaixo de 90% foram atendidas, tanto no conteudo, como no questionario. Apos, o website foi reformulado, assim como o questionario, para futura avaliacao dos usuarios. O website esta disponibilizado em www.fissuralabiopalatina.unb.br. Conclusao por meio da sistematica do design instrucional, o website sobre fissuras labiopalatina foi constituido para a orientacao de estudantes, profissionais da area da saude e populacao em geral.
{"title":"Teleducação em fissura labiopalatina: elaboração de website","authors":"Melissa Picinato-Pirola, Marilia Gabriela Gonçalves Ribeiro, R. Magalhães, Thiago Pestillo Seles, Camila de Castro Corrêa","doi":"10.1590/2317-6431-2020-2419","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2020-2419","url":null,"abstract":"RESUMO Objetivo elaborar um website de cunho educacional sobre fissura labiopalatina para profissionais e estudantes da area da saude. Metodos trata-se de um estudo qualitativo, exploratorio, estruturado a partir da proposta de design instrucional, composta por quatro fases: analise e planejamento (busca nas bases cientificas), modelagem (estruturacao com o conteudo, ilustracoes e questionario), avaliacao (por especialistas que atuam na area) e implementacao (disponibilizacao do website). Resultados na fase de analise e planejamento foram encontrados 408 artigos para estruturar os topicos do website. Na modelagem, o conteudo foi dividido em 7 secoes, criadas 16 imagens estaticas e um questionario avaliativo. Na fase de avaliacao, participaram 10 fonoaudiologas especialistas que sugeriram a manutencao de 7 secoes no website. Todas as avaliacoes com sugestoes de modificacoes que tiveram indice de concordância abaixo de 90% foram atendidas, tanto no conteudo, como no questionario. Apos, o website foi reformulado, assim como o questionario, para futura avaliacao dos usuarios. O website esta disponibilizado em www.fissuralabiopalatina.unb.br. Conclusao por meio da sistematica do design instrucional, o website sobre fissuras labiopalatina foi constituido para a orientacao de estudantes, profissionais da area da saude e populacao em geral.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"119 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-05-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121451026","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-05-17DOI: 10.1590/2317-6431-2020-2415
D. R. Fernandes, B. Souto
RESUMO Objetivo Investigar o entendimento de pais ou cuidadores de crianças em tratamento fonoaudiológico sobre a importância do envolvimento familiar no projeto terapêutico. Métodos Por meio de estudo clínico-qualitativo, analisou-se o conteúdo temático de treze entrevistas com pais ou cuidadores de crianças com transtorno fonológico, mediante os referenciais da Humanização do Cuidado em Saúde, do Cuidado Centrado na Pessoa e do Cuidado Centrado na Família. Resultados Alguns entrevistados consideravam importante o envolvimento familiar e participavam ativamente do cuidado. Outros, entretanto, ressaltaram que fatores contextuais (ambientais e pessoais) dificultavam sua participação no projeto terapêutico fora do cenário ambulatorial. Houve, também, quem não compreendia a necessidade de envolvimento familiar e concentrava sua crítica na assistência. Conclusão O projeto terapêutico de crianças com transtorno fonológico precisa contemplar os cuidadores e a família no plano de cuidados, tanto quanto a própria criança em tratamento. Nesse projeto, devem ser consideradas as percepções desses cuidadores e familiares relacionadas ao transtorno, contextualizadas em suas contingências existenciais e funcionais.
{"title":"Participação familiar no cuidado de crianças com transtorno fonológico","authors":"D. R. Fernandes, B. Souto","doi":"10.1590/2317-6431-2020-2415","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2020-2415","url":null,"abstract":"RESUMO Objetivo Investigar o entendimento de pais ou cuidadores de crianças em tratamento fonoaudiológico sobre a importância do envolvimento familiar no projeto terapêutico. Métodos Por meio de estudo clínico-qualitativo, analisou-se o conteúdo temático de treze entrevistas com pais ou cuidadores de crianças com transtorno fonológico, mediante os referenciais da Humanização do Cuidado em Saúde, do Cuidado Centrado na Pessoa e do Cuidado Centrado na Família. Resultados Alguns entrevistados consideravam importante o envolvimento familiar e participavam ativamente do cuidado. Outros, entretanto, ressaltaram que fatores contextuais (ambientais e pessoais) dificultavam sua participação no projeto terapêutico fora do cenário ambulatorial. Houve, também, quem não compreendia a necessidade de envolvimento familiar e concentrava sua crítica na assistência. Conclusão O projeto terapêutico de crianças com transtorno fonológico precisa contemplar os cuidadores e a família no plano de cuidados, tanto quanto a própria criança em tratamento. Nesse projeto, devem ser consideradas as percepções desses cuidadores e familiares relacionadas ao transtorno, contextualizadas em suas contingências existenciais e funcionais.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"103 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-05-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"131984136","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-05-17DOI: 10.1590/2317-6431-2020-2351
Urssula Aparecida Santos Leal Ribeiro, L. C. Vicente, Stela Maris Aguiar Lemos
RESUMO Objetivo Verificar a associação do letramento funcional em saúde de adultos e idosos com disfagia com os dados socioeconômicos, clínicos e de habilidade de deglutição, de acordo com o rastreio cognitivo. Métodos Estudo observacional analítico transversal, com 49 participantes com disfagia de um ambulatório de reabilitação. Os procedimentos para coleta de dados foram análise dos prontuários, Critério de Classificação Econômica Brasil, Mini Exame do Estado Mental, Short Assessment of Health Literacy for Portuguese-speaking Adults, Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação do Risco para Disfagia, Functional Oral Intake Scale e Índice de Desvantagem da Disfagia. Foram realizadas análises descritiva, bivariada e regressão logística múltipla. Resultados A maioria dos participantes apresentou letramento funcional em saúde inadequado, doença neurológica, escore superior no rastreio cognitivo, disfagia leve e moderada e alimentava-se por via oral, com restrições. Houve associação na regressão logística múltipla do letramento funcional em saúde com a escolaridade e a doença de base para o grupo com escore superior, no rastreio cognitivo. Os participantes com maior escolaridade apresentaram 11,9 mais chances de ter letramento funcional em saúde adequado; os participantes neurológicos demonstraram 93,0 vezes mais chances de apresentar o letramento em saúde inadequado. Conclusão Indivíduos com maior escolaridade e aqueles que não apresentavam doença neurológica demonstraram menos chance de ter letramento funcional em saúde inadequado.
{"title":"Letramento funcional em saúde em adultos e idosos com disfagia","authors":"Urssula Aparecida Santos Leal Ribeiro, L. C. Vicente, Stela Maris Aguiar Lemos","doi":"10.1590/2317-6431-2020-2351","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2020-2351","url":null,"abstract":"RESUMO Objetivo Verificar a associação do letramento funcional em saúde de adultos e idosos com disfagia com os dados socioeconômicos, clínicos e de habilidade de deglutição, de acordo com o rastreio cognitivo. Métodos Estudo observacional analítico transversal, com 49 participantes com disfagia de um ambulatório de reabilitação. Os procedimentos para coleta de dados foram análise dos prontuários, Critério de Classificação Econômica Brasil, Mini Exame do Estado Mental, Short Assessment of Health Literacy for Portuguese-speaking Adults, Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação do Risco para Disfagia, Functional Oral Intake Scale e Índice de Desvantagem da Disfagia. Foram realizadas análises descritiva, bivariada e regressão logística múltipla. Resultados A maioria dos participantes apresentou letramento funcional em saúde inadequado, doença neurológica, escore superior no rastreio cognitivo, disfagia leve e moderada e alimentava-se por via oral, com restrições. Houve associação na regressão logística múltipla do letramento funcional em saúde com a escolaridade e a doença de base para o grupo com escore superior, no rastreio cognitivo. Os participantes com maior escolaridade apresentaram 11,9 mais chances de ter letramento funcional em saúde adequado; os participantes neurológicos demonstraram 93,0 vezes mais chances de apresentar o letramento em saúde inadequado. Conclusão Indivíduos com maior escolaridade e aqueles que não apresentavam doença neurológica demonstraram menos chance de ter letramento funcional em saúde inadequado.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"141 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-05-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114251079","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-08-10DOI: 10.1590/2317-6431-2020-2369
Thales Rafael Correia de Mélo Lima, S. M. G. Simões, Carlos Kazuo Taguchi, Brenda Carla Lima Araújo
RESUMO A doença de coronavírus (COVID-19) é causada pela síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2). O vírus é transmitido, principalmente, por gotículas, espirros e aerossóis e pode ser transmitido mesmo entre pacientes assintomáticos, havendo risco de contágio durante os procedimentos do audiologista, que utiliza e reutiliza equipamentos clínicos em uma ampla variedade de pacientes. Este artigo teve como objetivo descrever as etapas que podem ser adotadas pelos audiologistas para diminuir o risco de contaminação cruzada na prática clínica, durante a pandemia de SARS-CoV-2. Recomenda-se, portanto, a esses profissionais, o uso de equipamentos de proteção individual, incluindo respiradores N95, luvas de procedimento, protetores para calçados descartáveis, protetores faciais ou óculos de segurança, gorros e aventais descartáveis, além de seguir, rigorosamente, os protocolos de biossegurança durante os cuidados audiológicos.
{"title":"Prática segura de audiologistas durante a pandemia de SARS-CoV-2 no Brasil","authors":"Thales Rafael Correia de Mélo Lima, S. M. G. Simões, Carlos Kazuo Taguchi, Brenda Carla Lima Araújo","doi":"10.1590/2317-6431-2020-2369","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2020-2369","url":null,"abstract":"RESUMO A doença de coronavírus (COVID-19) é causada pela síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2). O vírus é transmitido, principalmente, por gotículas, espirros e aerossóis e pode ser transmitido mesmo entre pacientes assintomáticos, havendo risco de contágio durante os procedimentos do audiologista, que utiliza e reutiliza equipamentos clínicos em uma ampla variedade de pacientes. Este artigo teve como objetivo descrever as etapas que podem ser adotadas pelos audiologistas para diminuir o risco de contaminação cruzada na prática clínica, durante a pandemia de SARS-CoV-2. Recomenda-se, portanto, a esses profissionais, o uso de equipamentos de proteção individual, incluindo respiradores N95, luvas de procedimento, protetores para calçados descartáveis, protetores faciais ou óculos de segurança, gorros e aventais descartáveis, além de seguir, rigorosamente, os protocolos de biossegurança durante os cuidados audiológicos.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"46 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-08-10","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133610620","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-07-29DOI: 10.1590/2317-6431-2019-2251
R. G. Angrisani, Carla Gentile Matas, E. M. A. Diniz, Ruth Guinsburg, Marisa Frasson de Azevedo
RESUMO Objetivo Monitorar o sistema auditivo central de criancas nascidas pequenas para a idade gestacional, por meio da avaliacao eletrofisiologica da audicao, para verificar a ocorrencia de eventuais disfuncoes neurais nesse sistema. Metodos Estudo longitudinal, cuja casuistica foi composta por 23 criancas distribuidas em quatro grupos: 1) grupo de quatro criancas nascidas pequenas para a idade gestacional e a termo; 2) grupo de sete criancas nascidas pequenas para a idade gestacional e pre-termo; 3) grupo de quatro criancas nascidas com peso adequado para a idade gestacional e a termo; 4) grupo de oito criancas nascidas adequadas para a idade gestacional e pre-termo, cuja idade ao final da pesquisa foi de 3 anos (variacao entre 34 e 39 meses). O criterio de inclusao foi presenca bilateral de emissoes otoacusticas transientes. Todas as criancas foram submetidas ao potencial evocado auditivo de tronco encefalico ao nascimento, aos 6 meses e aos 3 anos de idade e a pesquisa do potencial evocado auditivo de longa latencia aos 3 anos. Resultados criancas nascidas pequenas para a idade gestacional e a termo tiveram maior ocorrencia de alteracoes, em relacao aos demais grupos, com aumento da latencia das ondas III e V e interpicos I-III e I-V. Todas apresentaram resultados normais no potencial evocado auditivo de longa latencia. Conclusao Criancas nascidas pequenas para a idade gestacional e a termo apresentam disfuncoes na conducao neural no tronco encefalico e devem ser consideradas de risco para alteracoes do desenvolvimento das habilidades auditivas necessarias para garantir qualidade de processamento da informacao acustica.
{"title":"Monitoramento eletrofisiológico do sistema auditivo central em crianças nascidas pequenas para a idade gestacional","authors":"R. G. Angrisani, Carla Gentile Matas, E. M. A. Diniz, Ruth Guinsburg, Marisa Frasson de Azevedo","doi":"10.1590/2317-6431-2019-2251","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2019-2251","url":null,"abstract":"RESUMO Objetivo Monitorar o sistema auditivo central de criancas nascidas pequenas para a idade gestacional, por meio da avaliacao eletrofisiologica da audicao, para verificar a ocorrencia de eventuais disfuncoes neurais nesse sistema. Metodos Estudo longitudinal, cuja casuistica foi composta por 23 criancas distribuidas em quatro grupos: 1) grupo de quatro criancas nascidas pequenas para a idade gestacional e a termo; 2) grupo de sete criancas nascidas pequenas para a idade gestacional e pre-termo; 3) grupo de quatro criancas nascidas com peso adequado para a idade gestacional e a termo; 4) grupo de oito criancas nascidas adequadas para a idade gestacional e pre-termo, cuja idade ao final da pesquisa foi de 3 anos (variacao entre 34 e 39 meses). O criterio de inclusao foi presenca bilateral de emissoes otoacusticas transientes. Todas as criancas foram submetidas ao potencial evocado auditivo de tronco encefalico ao nascimento, aos 6 meses e aos 3 anos de idade e a pesquisa do potencial evocado auditivo de longa latencia aos 3 anos. Resultados criancas nascidas pequenas para a idade gestacional e a termo tiveram maior ocorrencia de alteracoes, em relacao aos demais grupos, com aumento da latencia das ondas III e V e interpicos I-III e I-V. Todas apresentaram resultados normais no potencial evocado auditivo de longa latencia. Conclusao Criancas nascidas pequenas para a idade gestacional e a termo apresentam disfuncoes na conducao neural no tronco encefalico e devem ser consideradas de risco para alteracoes do desenvolvimento das habilidades auditivas necessarias para garantir qualidade de processamento da informacao acustica.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"29 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-07-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115676956","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-12-13DOI: 10.1590/2317-6431-2017-1910
K. F. Luchesi, Amanda Soares, Evilyn Adrine Américo dos Santos Silva, Júlia Parodi Melo, Rafaella Trilha
RESUMO Este artigo teve por objetivo descrever a progressão da disfagia e a decisão pela via de alimentação em um caso de síndrome MELAS, sob o olhar dos cuidados paliativos. Trata-se de um caso do sexo feminino, que, por volta dos 26 anos de idade sofreu os primeiros sintomas da doença e teve sua função de deglutição progressivamente impactada. Foi realizado acompanhamento fonoaudiológico durante seis meses, com aplicação do protocolo de Avaliação da Segurança da Deglutição, da Functional Oral Intake Scale (FOIS) e gerenciamento da deglutição, com retornos ambulatoriais semanais e mensais. Em seis meses de seguimento, a paciente evoluiu de disfagia moderada a disfagia moderada a grave e variou entre os níveis 5 e 1 da FOIS. Manteve a alimentação por via oral, com restrição de consistências, manobra de deglutições múltiplas e controle de volume para ingestão de líquido, até que, ao final dos seis meses de seguimento, foi realizada gastrostomia. A alimentação por via oral em mais de uma consistência, porém com compensações, foi reduzida a uma alimentação exclusiva por via alternativa, ao longo do acompanhamento fonoaudiológico. Optou-se por manter a via oral de alimentação até a colocação da gastrostomia. A não sugestão de sonda nasoenteral se embasou no respeito à vontade da paciente e na possibilidade de alimentar-se, minimamente, de uma consistência por via oral.
{"title":"Evolução da disfagia em um caso de síndrome MELAS: o olhar dos cuidados paliativos","authors":"K. F. Luchesi, Amanda Soares, Evilyn Adrine Américo dos Santos Silva, Júlia Parodi Melo, Rafaella Trilha","doi":"10.1590/2317-6431-2017-1910","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2017-1910","url":null,"abstract":"RESUMO Este artigo teve por objetivo descrever a progressão da disfagia e a decisão pela via de alimentação em um caso de síndrome MELAS, sob o olhar dos cuidados paliativos. Trata-se de um caso do sexo feminino, que, por volta dos 26 anos de idade sofreu os primeiros sintomas da doença e teve sua função de deglutição progressivamente impactada. Foi realizado acompanhamento fonoaudiológico durante seis meses, com aplicação do protocolo de Avaliação da Segurança da Deglutição, da Functional Oral Intake Scale (FOIS) e gerenciamento da deglutição, com retornos ambulatoriais semanais e mensais. Em seis meses de seguimento, a paciente evoluiu de disfagia moderada a disfagia moderada a grave e variou entre os níveis 5 e 1 da FOIS. Manteve a alimentação por via oral, com restrição de consistências, manobra de deglutições múltiplas e controle de volume para ingestão de líquido, até que, ao final dos seis meses de seguimento, foi realizada gastrostomia. A alimentação por via oral em mais de uma consistência, porém com compensações, foi reduzida a uma alimentação exclusiva por via alternativa, ao longo do acompanhamento fonoaudiológico. Optou-se por manter a via oral de alimentação até a colocação da gastrostomia. A não sugestão de sonda nasoenteral se embasou no respeito à vontade da paciente e na possibilidade de alimentar-se, minimamente, de uma consistência por via oral.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126810286","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-12-13DOI: 10.1590/2317-6431-2017-1915
Tais Regina Hennig, Ana Valéria de Almeida Vaucher, M. Costa
RESUMO Objetivo Compor um banco de palavras dissilábicas para elaborar, realizar a validação de conteúdo, obter evidências de fidedignidade e gravar digitalmente listas de dissílabos equivalentes, para a realização do Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF), a fim de complementar a bateria de materiais de fala disponíveis para essa avaliação. Métodos Foram selecionados vocábulos dissilábicos, paroxítonos, substantivos, os quais foram submetidos ao processo de validação de conteúdo, que abrangeu o julgamento quanto à familiaridade, adequação e reconhecimento auditivo, por juízes especialistas e não especialistas. Foram elaboradas listas de dissílabos, com 25 palavras em cada uma, a partir dos vocábulos resultantes da validação de conteúdo, e realizada a pesquisa de equivalência dessas listas, a fim de obter evidências de fidedignidade para o novo instrumento de teste proposto. Resultados A primeira versão do banco de palavras foi composta por 442 dissílabos. Destes, 198 foram considerados familiares pela maioria dos juízes, sendo que 176 foram julgados como adequados. Após o reconhecimento auditivo, foram mantidos, no banco de palavras, 172 vocábulos, distribuídos em seis listas, com 25 palavras em cada uma. Dentre estas listas, apenas uma diferiu das demais e cinco foram consideradas equivalentes, denominadas LD-A, LD-B, LD-C, LD-D e LD-E, gravadas em formato digital em Compact Disc. Conclusão Cinco listas de dissílabos elaboradas foram consideradas equivalentes, nomeadas de listas LD-A, LD-B, LD-C, LD-D e LD-E, disponibilizadas em gravação digital, com evidências satisfatórias de validade e confiabilidade, para complementar a bateria de materiais de fala disponíveis para a realização do IPRF.
{"title":"Elaboração e validação de listas de dissílabos gravados para teste logoaudiométrico","authors":"Tais Regina Hennig, Ana Valéria de Almeida Vaucher, M. Costa","doi":"10.1590/2317-6431-2017-1915","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2017-1915","url":null,"abstract":"RESUMO Objetivo Compor um banco de palavras dissilábicas para elaborar, realizar a validação de conteúdo, obter evidências de fidedignidade e gravar digitalmente listas de dissílabos equivalentes, para a realização do Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF), a fim de complementar a bateria de materiais de fala disponíveis para essa avaliação. Métodos Foram selecionados vocábulos dissilábicos, paroxítonos, substantivos, os quais foram submetidos ao processo de validação de conteúdo, que abrangeu o julgamento quanto à familiaridade, adequação e reconhecimento auditivo, por juízes especialistas e não especialistas. Foram elaboradas listas de dissílabos, com 25 palavras em cada uma, a partir dos vocábulos resultantes da validação de conteúdo, e realizada a pesquisa de equivalência dessas listas, a fim de obter evidências de fidedignidade para o novo instrumento de teste proposto. Resultados A primeira versão do banco de palavras foi composta por 442 dissílabos. Destes, 198 foram considerados familiares pela maioria dos juízes, sendo que 176 foram julgados como adequados. Após o reconhecimento auditivo, foram mantidos, no banco de palavras, 172 vocábulos, distribuídos em seis listas, com 25 palavras em cada uma. Dentre estas listas, apenas uma diferiu das demais e cinco foram consideradas equivalentes, denominadas LD-A, LD-B, LD-C, LD-D e LD-E, gravadas em formato digital em Compact Disc. Conclusão Cinco listas de dissílabos elaboradas foram consideradas equivalentes, nomeadas de listas LD-A, LD-B, LD-C, LD-D e LD-E, disponibilizadas em gravação digital, com evidências satisfatórias de validade e confiabilidade, para complementar a bateria de materiais de fala disponíveis para a realização do IPRF.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130309641","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2018-12-13DOI: 10.1590/2317-6431-2016-1776
Bianca Nunes Pimentel, Arieli Bastos da Silveira, Valdete Alves Valentins dos Santos Filha
RESUMO Estudo retrospectivo, transversal e descritivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), sob o número CAAE 16728013.0.0000.5346. Trata-se de uma série de casos que tem por objetivo investigar a presença de sintomas otoneurológicos e o equilíbrio postural de seis pacientes com tontura após traumatismo cranioencefálico (TCE). Foram submetidos a uma anamnese clínica e a avaliações: teste de organização sensorial por meio da posturografia dinâmica foam laser e provas oculomotoras e vestibulares da vectoeletronistagmografia computadorizada (VENG). Os dados foram analisados a partir dos valores de referência para cada avaliação. Na posturografia, observou-se que as maiores diferenças entre o valor obtido e o valor de referência foram nas posições VI, V e III, respectivamente. A análise sensorial indicou alteração, principalmente, nos sistemas de preferência visual e vestibular. Todos os pacientes avaliados apresentaram ao menos uma alteração nas provas da VENG. Cinco pacientes tiveram alteração na prova calórica e nenhum apresentou alteração na prova rotatória pendular decrescente, que avalia a compensação vestibular. Além das queixas vestibulares, quatro pacientes estavam em tratamento com psicotrópicos para depressão. Tais resultados ratificam a presença de alterações vestíbulo-oculares no pós-TCE, os quais devem receber atenção especial devido ao comprometimento central associado.
{"title":"Aspectos otoneurológicos em Traumatismos Cranioencefálicos: série de casos","authors":"Bianca Nunes Pimentel, Arieli Bastos da Silveira, Valdete Alves Valentins dos Santos Filha","doi":"10.1590/2317-6431-2016-1776","DOIUrl":"https://doi.org/10.1590/2317-6431-2016-1776","url":null,"abstract":"RESUMO Estudo retrospectivo, transversal e descritivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), sob o número CAAE 16728013.0.0000.5346. Trata-se de uma série de casos que tem por objetivo investigar a presença de sintomas otoneurológicos e o equilíbrio postural de seis pacientes com tontura após traumatismo cranioencefálico (TCE). Foram submetidos a uma anamnese clínica e a avaliações: teste de organização sensorial por meio da posturografia dinâmica foam laser e provas oculomotoras e vestibulares da vectoeletronistagmografia computadorizada (VENG). Os dados foram analisados a partir dos valores de referência para cada avaliação. Na posturografia, observou-se que as maiores diferenças entre o valor obtido e o valor de referência foram nas posições VI, V e III, respectivamente. A análise sensorial indicou alteração, principalmente, nos sistemas de preferência visual e vestibular. Todos os pacientes avaliados apresentaram ao menos uma alteração nas provas da VENG. Cinco pacientes tiveram alteração na prova calórica e nenhum apresentou alteração na prova rotatória pendular decrescente, que avalia a compensação vestibular. Além das queixas vestibulares, quatro pacientes estavam em tratamento com psicotrópicos para depressão. Tais resultados ratificam a presença de alterações vestíbulo-oculares no pós-TCE, os quais devem receber atenção especial devido ao comprometimento central associado.","PeriodicalId":439092,"journal":{"name":"Audiology - Communication Research","volume":"63 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126225407","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}